A Batalha de Escobar - 3º e Ultima Parte


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Escobar sabia muito bem que não poderia lutar tão bem por muito tempo, o sono roubado de dias anteriores cobrava seu preço agora. Olhos fitam lateralmente o Horda feral. Todos grunhindo e esbravejando o cavaleiro.

Em um piscar de olhos, setas atravessam a ar em sua direção, escudo rápido, agachado se colocou. Lanças e flechas cravavam nos corpo dilacerados dos inimigos derrotados.

-Escudo de Mithal, mais forte que o Aço, tão leve quando madeira. -

No final de alguns segundos estava cercado por um cemitério de espinhos, centenas de flechas transformaram a paisagem.  Levantou-se firme e solido como um Golem.

Percebeu que flechas e lanças seriam lançadas novamente, ou até coisa pior viria, talvez magia, da mesma fonte que destruiu seu grifo incrível. Prece forte e curta, um instante seu corpo se solidificou com a força muscular mística, como cedida por um anjo invisível que o tocara de relance, Seus músculos agora tinha reforço mágico, um brilho saltava de sua blindagem, era mais letal que nunca.

Posição de corrida, se pós em uma marcha única sem escapatória contra o corpo impenetrável da Horda. Lanças se fizeram em parede esperando a investida do Paladino. Algumas lanças tremiam como meninas frente o cão raivoso, poucas correram em desespero pela distância cada vez menor. Escobar saltou, escudo contra lanças espada em queda livre achou corpos sem resistência, deu inicio a uma das matanças mais brutais jamais vistas, era a luta do tudo ou nada, nunca pretendeu sair vivo deste combate, sabia que lutava por toda honra negada no dia da queda de Norm, lutava pela sua vida perdida.

Em pouco tempo a clareira se abria a sua presença, percebia três pontas de lanças encravas no seu corpo, não doeram, mais agora incomodavam, os maiores tomaram frente 3 Ogros majestosamente grandes, do tamanho de casas vieram em uma marcha única na direção de Escobar. Flechas a todo momento atingiam sua armadura, se quebrando sem fazer ferimentos.

O primeiro ogro brandiu um grande machado, em salto de lado evitou a morte certa, machado ao chão, o segundo veio em horizontal contra a cintura, deitou-se em reflexo condicionado tirando faísca do ombro solido da armadura, terceiro veio na queda do céu.

-Criatura maldita! – gemeu Escobar, quando em um movimento inesperado o Ogro saltou sobre ele, esmagando seu corpo no solo lamacento.

Antes de uma reação um forte Chute de uma sola monumental o atingiu na face, lançando o elmo para o alto e fazendo Escobar desorientado girar no chão podre entulhado dos restos das feras já derrotadas. Um instante separou Escobar de uma paz dormente de um novo pegar de gigantes mãos inimigas.

Como um prêmio, Escobar era erguido perante as feras sanguinárias, o maior e mais Insano guerreiro já visto pela Horda Inferno. Ouvia entre grunhidos e augúrios o Nome Tropa Inferno, sabia que era o Nome da Horda que enfrentava. Usado como bola de rebater, foi como um brinquedo entre os Ogros Maiúsculos, minutos se passaram como anos, Escobar se viu em situação sem igual.

No chão, com a orelha enterrada na lama Escobar abriu s olho. –sim, pois uma vista estava grande como um punho e não funcional no momento - Imperceptível pela euforia dos malditos, estava consciente. Pode ver sua fiel espada, a poucos metros de seu pegar, por um momento, de forma quase sobrenatural seu olhar mudou.

Face dura perante a realidade que lhe apresenta aterradora.

ESCOBAR levantou, da mesma forma que se levantam os cavalos muito doentes, deu  quatro passos largos rápidos como um zumbi. Cercado estava. Ninguém ainda perceberá que o Cavaleiro da Ordem esta Pronto para um ultimo Round.

- Horda Inferno!!! – estilhaçando a moral da criaturas a sua volta, todas voltaram-se para trás, onde o Cavaleiro estivera caído – preparem-se para uma derrota memorável – Sua foz fechava com o ritmo raios e trovões ao fundo.

 Os três monólitos que o foram seus algozes, investiram em fúria cega, não se detiveram pelas pestes a sua frente que compunham sua própria horda. Escobar balançou a espada ao redor, mensurando um circulo no chão com a ponta da lamina, em seguida um foco de luz o circundou fazendo cegos seus observadores malditos.

Um movimento e os Ogros estavam impedidos misticamente de atacar Escobar. Agora Escobar pedia a atenção, em forma de farol noturno a proteção divina o circundava, ultima cartada, mais não queria fugir parecia estranhamente confiante. Primeiro minuto terminou antes mesmo de uma nova investida da Horda. Todos olhavam para trás, prestando uma vida em atenção a Escobar.

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Uma onda inacreditável seguia, estremecendo a pradaria, derrubando antigas cercas à tempos erguidas para guardar o gado.

Mith à frente, cavalgava como por sua vida em jogo estivesse, trazia com sigo um grupamento milagroso, contou inicialmente dez dezenas, eram soldados, cavaleiros e aventureiros todos que conheciam Escobar, não excitaram em ajudar um velho amigo, que nunca hesitaria por suas próprias vidas.

Colina próxima, cheiro de sangue soprava próximo, som da Horda Inferno ainda era audível, sinal que Escobar poderia estar vivo milagrosamente. Falou com a montaria vigorosa, a fazendo acelerar puxando a onde de formidável magnitudes, subindo a colina.

Sem Medo. Sem horizonte.

Topo do monte, fitou de o campo de batalha, dezenas de centenas mostravam seu poder. Notou rapidamente a distração, sem esperar nem um momento avançou colina a baixo, incomum, nunca avançou sobre um exercito a qual não notará uma cavalaria se aproximando. As dezenas se aproximaram como uma onda avançavam o espaço vazio, tudo pelo amigo, tudo por Escobar.

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Tudo era vibração. Escobar quando depositado no chão pode ouvir a cavalaria se aproximando, vibração da terra. Usou seu tempo para distrair a Aliança Negra, sucesso em outro plano sem noção. Hoje era seu dia, mesmo apesar de todas as injurias parecia um bom dia, Khalmyr olhava para seu filho, com toda a justiça que cabia a um paladino.

A Cavalaria veio atropelando, mastigando como um Dragão Esfomeado a carne saborosa, a cavalaria veio levando e pisando, como uma lança perfurando a retaguarda desnuda da Horda, Mith viu o amigo, brilhando no meio de um circulo de Luz, - achou que era uma ilusão conveniente demais para ser verdade – não teve dificuldade de mirar a pesca “Escobar”.

Escobar deixou escapar um sorriso juvenil, o mesmo sorriso de uma criança vê seu pai chegando de uma longa viagem, seus ouvidos lhe foram atentos, avisaram corretamente a vinda da Cavalaria, rostos e brasões amigos se estendiam como rio sobre a lama negra, guardou a espada, jamais abandonaria, estendeu sua mão ainda forte ao amigo Mith que chegava próximo. Confuso e afeitos, a Horda Inferno se transformou em balburdia incontrolável, pareciam baratas expostos a luz do meio dia, corriam em desespero, não se defendiam, não se pronunciavam, somente morriam e corriam.

4 comentários:

Anônimo disse...

"Gostei muito, o texto flui com suavidade ao leitor, fiquei presa do começo ai fim..."
Parabéns

Francesinha disse...

"Creio que a coisa mais importante para um escritor é ele saber que aqueles que leram seus contos puderam estar junto com os personagens vivendo toda a história, foi como me senti !!!"

PS: O comentário anterior tbém é meu, esqueci de colocar o nome...

Esc disse...

|o|

obrigadão xD

Rosicléa disse...

Me senti num verdadeiro campo de batalha. Bem real...linguagem simples e dinâmica. Parabéns .