A verdadeira história do Natal


Hehehe... toma ai um pouquinho de História xD

Depois de passar 3 anos na faculdade de história, infelizmente para alguns e felizmente para outros, passamos a ver tudo que nos contam ou tudo que nos foi contada de forma diferente.

Uma delas é a questão religiosa, atendo fique, eu contexto "as instituições" chamadas de igreja, pela forma que levam a fé das pessoas. Não contesto a fé individual que vale muito e é necessário para dar força para muitas pessoas desde sempre. Retirei isso so site da Revista Super interessante.


Ps:  Natal é hoje em dia tem 70% da sua intenção a Economia xD (isso porque estou sendo bom).

A humanidade comemora essa data desde bem antes do nascimento de Jesus. Conheça o bolo de tradições que deram origem à Noite Feliz


Thiago Minami e Alexandre Versignassi
Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.

Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de "nascimento" do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.


A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o "renascimento" do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.


A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno - pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, esse culto é o que daria origem ao nosso Natal. Ele chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.

Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. "O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes", dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome ("Religiões de Roma", sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias - mas isso os romanos faziam o tempo todo. Bom, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.


3 comentários:

Kiba Baka disse...

Pensei que quem criou o natal foi o papai noel ¬¬ Você frustou a minha infancia!
Morra após a sopa marrom!

Orgias ainda deveria ser um tipo de comemoração natalina!

Mah disse...

"Os mais animados se entregavam a orgias - mas isso os romanos faziam o tempo todo"

Esses romanos são tão safadénhos! rss

Sabia que o Natal era velho mas não sabia que era tanto o.o'
7000a.C é coisa pacas!!

Rosicléa disse...

Na verdade...reflito sempre sobre o verdadeiro "espírito natalino" e a questão é q os resultados não chegam perto desse comércio todo, que teima estar sempre invadindo nossos lares e vidas. Que todos nós possamos viver esse momento doando um pouco de nossas vidas ... pois o sinônimo de Natal para mim é amor e solidariedade, independente de credo ou religião. Um Momento iluminado para todos.